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domingo, 29 de novembro de 2015

Conto "Aniquilada" (publicado na Maria Capaz)

Escrevi, para a Maria Capaz, um texto sobre a forma como o amor-próprio de uma mulher pode ser a única coisa que lhe resta e que a salva de uma situação degradante e de desrespeito perante si e perante os outros.
Mostro-vos abaixo um excerto, mas podem ler o texto integralmente na plataforma, seguindo este link.

"No entanto, ultimamente eram mais as noites em que adormecia tarde, já não embalada mas incomodada pelo ressonar desprendido dele, enquanto ali ao lado, a escassos centímetros por cima do mesmo lençol, Sofia se debatia, na corda bamba da felicidade e da infelicidade, da certeza e da incerteza. Naquela casa não havia espaço para uma Sofia mal-humorada, cansada ou angustiada. Não havia condições para exigir respeito nem para fazer valer a sua vontade. Naquela casa que se geria de acordo com os horários e as necessidades dele, uma Sofia submissa sonhava rente ao chão, engolia as suas próprias angústias e acabava a noite a lavar os tachos em que as cozinhara."

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Sara vai ao P3 (segunda volta) - "Põe quanto és no mínimo que fazes"

O meu primeiro contacto consciente com Fernando Pessoa, foi no 12º ano, há já dez anos, pela voz de uma professora completamente apaixonada pelo que fazia e pelo que ensinava.
Não é a coisa mais rara encontrar um profissional que desempenhe o seu dia-a-dia com vontade e orgulho, mas a verdade é que um professor inspirador deixa as suas marcas, é louvável e merece ser recordado mesmo passados tantos anos, porque foi/é, sem dúvida, parte importante da nossa criação enquanto pessoas.
Numa espécie de homenagem, escrevi uma crónica baseada num poema de Ricardo Reis, intitulada Sê todo em cada coisa, publicada hoje pelo P3.

Para lerem o texto, basta clickarem neste link.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Sara vai ao P3 - Umas noções básicas sobre o papel do tradutor

Escrever contos e reflexões é uma das minhas atividades de eleição, a que me dedico em quase todos os tempos livres, por mais fragmentados que sejam.
Uma das minhas grandes paixões é, sem dúvida, a tradução: é aquilo que escolher fazer todos os dias úteis da minha vida.
No P3 encontrei o local ideal para partilhar uma das minhas visões sobre a tradução, esperando responder a uma das perguntas que mais me fazem quando digo qual é a minha profissão: mas o google não faz isso automaticamente?

Quem quiser ler o artigo pode encontrá-lo seguindo o link abaixo: